O “profissional perfeito” não existe — e o seu projeto está parado por isso.

Nos últimos anos, principalmente em segmentos complexos como o financeiro, tenho observado um padrão que insiste em se repetir: a busca pelo profissional perfeito — aquele que domina profundamente o negócio e atende a todos os requisitos técnicos da vaga.

Na prática? Ele raramente existe. E quando existe, não está disponível no tempo que o negócio precisa — ou o budget da vaga não corresponde ao valor que esse profissional agregaria ao seu negócio.

Certa vez, trabalhando com um gestor de tecnologia em um nicho bastante técnico da indústria financeira, notei que sua estratégia era diferente. Ele priorizava candidatos com conhecimento profundo sobre o negócio, mesmo que não dominassem a linguagem de programação ou as metodologias utilizadas pela empresa.

“O foco estava em avaliar se a pessoa sabia o que precisava ser feito.”

A parte técnica? Uma boa “googada” resolve.

A lógica é simples: a curva de aprendizado técnico tende a ser muito menor para quem já domina o negócio. Afinal, hoje é possível aprender qualquer linguagem ou framework com custo quase zero — no YouTube, no LinkedIn Learning, no Google. Já o conhecimento de negócio exige tempo, vivência e contexto.

Com mais de duas décadas atuando nesse mercado, compartilho dessa visão. Vi diversas iniciativas serem comprometidas por processos de contratação que se alongaram além do razoável — na tentativa de encontrar um perfil “completo”, muitas vezes a janela de oportunidade se fecha.

Ainda hoje, é comum encontrar vagas abertas por mais de 30 dias — e em alguns casos, republicadas disfarçadamente como se fossem novas, em uma tentativa de ocultar o quanto estão travadas. O time to market, nesse cenário, já foi comprometido há tempos.

Fica aqui a provocação: o que é mais custoso para sua empresa? Ensinar tecnologia ou ensinar o seu negócio?

👇 Como sua empresa tem lidado com esse dilema? Compartilhe sua opinião ou estratégia.

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